Escola de Brentano

Mario Ariel González Porta

Franz Brentano deve ser visto como parte do movimento de reação ao idealismo especulativo que se impõe no âmbito cultural germânico da segunda metade do século XIX. Em torno dele, configura-se um núcleo ativo de discípulos, dentre os quais se destacam Edmund Husserl, Alexius von Meinong, Anton Marty, Kasimir Twardowski e Benno Kerry. A escola de Brentano, em si mesma possuidora de um desenvolvimento imanente extremamente frutífero, desempenha um papel decisivo nas origens da filosofia contemporânea, sendo matriz de ideias e interlocutora necessária no processo de formação da fenomenologia e da filosofia analítica.

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A filosofia a partir de seus problemas

Mario Ariel González Porta

Didática e metodologia do estudo filosófico O livro aparece na coleção Leituras Filosóficas. A filosofia tem fama de difícil, obscura e, inclusive, arbitrária. Mas grande parte das dificuldades usuais para sua compreensão deve-se ao não-entendimento do "problema" do qual a filosofia trata. Neste livro, Mario Ariel González Porta oferece uma opção didática e metodológica para o estudo filosófico com base no seguinte princípio: a compreensão do problema deve constituir o núcleo essencial, o eixo, do ensino da filosofia. Este é um livro básico, mas não uma introdução, porque pressupõe um contato prévio com a filosofia. O que aqui se propõe é uma perspectiva de acesso à filosofia, centrada em explicitar como podem ser melhorados o estudo e o ensino dessa disciplina, com base na experiência de sala e na dedicação do autor à compreensão da filosofia, empenho de uma vida. Aqui também se publica o já muito divulgado artigo: "Uma aula sobre Kant".

Edmund Husserl - Psicologismo, psicologia e a fenomenologia

Mario Ariel González Porta

Este livro reúne uma série de trabalhos que têm como foco temático o problema do psicologismo e a relação psicologia-fenomenologia em Edmund Husserl. Estes trabalhos foram publicados entre os anos de 1999 e 2010.

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Estudos neokantianos

Mario Ariel González Porta

O neokantianismo é o movimento filosófico que dominou o pensamento alemão durante cinquenta anos (1875 – 1925) e com o qual dialogam, polemizam e do qual também se nutrem tanto a fenomenologia e a hermenêutica como a filosofia analítica. Caído no esquecimento por causa da hegemonia das tendências mencionadas, seu estudo tem experimentado crescente impulso nos últimos anos, o que começa a ser sentido na produção filosófica de língua portuguesa.

Psicologia e filosofia: estudos sobre a querela em torno ao psicologismo

Mario Ariel González Porta

O processo de separação entre filosofia e psicologia marca um dos temas decisivos nas origens da filosofia contemporânea, dando lugar, como um de seus desdobramentos, à chamada querela em torno ao psicologismo (Psychologismusstreit). Esta enfatiza primariamente a questão acerca da possibilidade ou da impossibilidade da redução da filosofia ― em especial, suas disciplinas normativas, como a lógica, a ética e a estética ― à psicologia. Tal querela é decisiva para a formação de todas as escolas filosóficas que surgiram desde a segunda metade do século XIX até o início do século XX, dentre as quais se destacam a psicologia descritiva, o neokantismo, a fenomenologia, a hermenêutica e a filosofia analítica.

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Depois de Hegel. A Filosofia Alemã de 1840 a 1900

Tradução do inglês por Gabriel Ferreira

Tradução do inglês por Gabriel Ferreira. Neste livro, Frederick Beiser tem como objetivo preencher as lacunas deixadas pela visão standard da filosofia alemã da segunda metade do século XIX. No período que se sucedeu à morte de Hegel, e que viu o avanço inaudito das ciências naturais, emergiram problemas e querelas que conformariam grande parte das questões filosóficas que nos chegam até hoje, como aquelas em torno do materialismo, da metodologia e do lugar da filosofia no edifício dos saberes, do historicismo e dos limites do conhecimento científico. Recolocar em cena tais disputas, bem como suas diferentes respostas é, portanto, o grande mérito desta obra incontornável para os interessados na filosofia dos últimos dois séculos.

Esculpir em argila

Gabriel Ferreira da Silva

A imagem do esculpir em Argila como modo de enfrentamento do absurdo, usada por Camus, serve de motto para Gabriel Ferreira da Silva apontar a resposta de Camus ao niilismo do absurdo e de sua falsa solução, o suicídio, tal como é abordado em O Mito de Sísifo. A passagem do mito à revolta de O Homem Revoltado indica a rota de sua ética da paixão. Esse ato estético de esculpir, numa matéria finita e frágil, o sentido possível (estabelecendo a estética no coração da vida ética) enlaça paixão e uma certa concepção de natureza humana, concepção esta que se constitui como um ato do cuidado com a paixão. O cuidado estético com a agonia da busca de sentido é, em Camus, um valor, valor último e possível para um homem que arrasta, ao longo da vida, seu cadáver nas costas. Enfrentamos esse cadáver afirmando nossa revolta contra o silêncio do mundo.

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